sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Relatório Aula de Robótica (dia 13/10/11) do 8° ano

Bom, estou sem um pingo de criatividade ou paciência pra criar ou pesquisar robôs. Falei pro professor que estava fazendo um breve relatório sobre a aula. *Mentira* Mas não estou a fim de fazer droga de relatório nenhum. Então vamos escrever um texto. Apenas um texto, com letra, estrutura e tudo mais.

Começando.

Esse meu texto vai falar sobre perdas.

Você pode levar perda em vários sentidos. Existe perda de objetos, perda de memória, perda de amigos, familiares e etc.

Eu sou o tipo de pessoa que nunca perdeu alguém MUITO importante em sua vida. Mas vejo como as pessoas a minha volta perdem as coisas tão facilmente e tão inesperadamente.

Um exemplo é minha avó Helena. Ela perdeu sua mãe aos nove anos de idade. Ela tinha cinco irmãos para cuidar (sendo que alguns eram até mais velhos) e ainda por cima manter a casa e trabalhar. Ela não tinha pai, nem familiares, o que era iria fazer? Resumindo, no final deu tudo certo.

Mas ás vezes a vida nos coloca obstáculos tão imensos que nem acreditamos pelo que temos que passar. O que você faria se tivesse no lugar da minha avó? O que você faria se a vida de repente te tirasse a coisa que você mais precisa pra viver? Ela tinha nove anos, não tinha cabeça pra coisas de adulto, não tinha formação direito, era uma criança.

Você morreria certo? Não, você iria se virar.

Perder alguém não é fácil, eu num sei muito porque a única pessoa que eu perdi foi minha bisavó que eu só vi uma vez na minha vida. Eu chorei, chorei muito. Por mais que fosse difícil pra algumas pessoas pra mim num foi porque eu num convivi com ela tanto tempo assim. Eu chorei mais pelo impacto da noticia, porque foi só eu sair de Fortaleza que ela morreu. Como se ela estivesse esperando que eu fosse lá visitar ela. Parece besteira né? Mas pra mim num foi.

Então por mais besta que fosse isso, eu perdi ela. E de alguma maneira parte de mim ficou muito triste, e 1/3 foi pro céu junto com ela.

Enfim.

Perder qualquer coisa nos deixa triste, mas não devemos. Essas coisas fazem parte da vida tanto quanto respirar ou crescer (comparação tosca).

Meu pai perdeu a mãe aos 14 anos de idade, ele era rebelde e ‘’crianção’’ na época e a única pessoa que agüentava ele era minha avó Júlia.

Entende a idéia?

Por mais que a vida nos coloque obstáculos, temos que supera-los! Porque somos capazes de tudo.

Assinado: Alice Bittencurth

Nenhum comentário:

Postar um comentário