[...] e agora eu sabia o que queria. Queria voltar para casa. Para minha verdadeira casa.Viver ali naquele mundo me mostrou que nem tudo tem que ser resolvido da forma humana.
Estava pronta para sair e enfrentar minha vida. Andava devagar tentando aproveitar meus últimos segundos naquela fabulosa dimensão. Sentia o cheiro de grama molhada e ouvia os passarinhos piarem tristes... Não iria esquecer o que vivi ali. Foram tantas coisas, tantas aventuras, tanto aprendizado. Foram tantos...
- Ei, espere.
Ouvi uma voz, mas estava perto demais da saída para voltar.
- Ei, me espere por favor!
Andei mais devagar do que estava. Fiquei raciocinando sobre a voz. Era ele. Era Jack.
- Mia, por que está fugindo de mim? - Ele estava parado a minha frente agora - Não vai embora sem se despedir certo?
Olhei em seus olhos. Oh Céus! Aqueles olhos castanhos ao Sol eram tão lindos.
- Jack, desculpe, mas estou atrasada e.. Tenho que correr - Eu falei.
- Ei Mia, aqui nunca estamos atrasados. Aliás, você ainda tem que me ouvir.
- Jack, eu..
- Não fale agora, apenas me escute. - Ele respirou fundo - Mia, desde que você entrou aqui muita coisa mudou em mim. Descobri muitas coisas que eu nunca tinha ouvido falar: como carro, poluição e ''BackBerry''.
- Blackberry , Jack. - eu o corrigi.
- Dane-se, o importante é que eu aprendi tudo com você. E eu não quero te perder assim.
- Jack, sinto muito, mas eu já encontrei minhas soluções e está na hora de voltar e resolver meus problemas. Também não quero te perder, mas acredite, você sempre vai estar vivo na minha mente, e irá pra onde eu for, dentro do meu coração.
- Feche os olhos Mia.
Eu fechei. Senti ele me abraçar pela cintura. Ele beijou minha testa. O cheiro de grama já havia sumido e seu cheiro estava tomando conta de mim. Ele me soltou. Olhei em seus olhos e sorri. Caminhamos até a saída, parei novamente e comecei a chorar.
- Por que está chorando Mia? - Ele segurou minha mão.
- Vou sentir sua falta! - Eu o abracei.
Soltamos devagar e me vi muita próxima dele. Não consegui evitar, fiquei na ponta dos pés e o beijei. Foi como se alguma coisa me puxasse do chão e me deixasse flutuando no ar.
- É agora Jack, tenho que ir.
Soltei-o e fui em direção à saída.
- Ei, psiu!
Olhei para trás, ele me fez uma careta e um coração. Ri e me senti melhor. Olhei nos seus olhos mais uma vez.
- Eu te amo - Ele me disse.
- Eu também te amo. - Eu respondi.
Ele parou em continência. Retribui o gesto.
- Adeus Jack.
Me virei e atravessei o Portal.
...
Abri os olhos. Estava no metrô. Não havia ninguém além de mim e um rapaz sentado no banco da frente.
Sim, havia voltado para minha dimensão. Uma dimensão fria, sem paz, sem amor, sem Jack. Bom, este é o preço que se paga por sair do paraíso.
O metrô parou na estação e um grupo de pessoas entrou, um homem alto sentou ao meu lado e disse:
- Olá, Boa noite.
Levantei a cabeça do vidro e olhei para o lado, reconheci-o imediatamente, era ele:
- Ah, olá.
- Muito frio né? - Ele puxou assunto.
- Sim, mais frio do que nunca.
- Prazer, Jack - Ele estendeu a mão.
Meus olhos brilharam e eu sorri. Sentei de lado e estendi a mão.
- Prazer Miranda, mas pode me chamar de Mia.
- Ah, muito prazer Mia.
E começamos a conversar. Era destino talvez. Acaso? A vida? Não sei, de fato nem ligava. Estava ali e agora sentia que era onde eu devia estar.
Mais uma coisa eu tinha certeza: Aquele era meu momento, aquele era o começo de uma nova vida e nada nem ninguém podia me parar agora.
FIM.
Estava pronta para sair e enfrentar minha vida. Andava devagar tentando aproveitar meus últimos segundos naquela fabulosa dimensão. Sentia o cheiro de grama molhada e ouvia os passarinhos piarem tristes... Não iria esquecer o que vivi ali. Foram tantas coisas, tantas aventuras, tanto aprendizado. Foram tantos...
- Ei, espere.
Ouvi uma voz, mas estava perto demais da saída para voltar.
- Ei, me espere por favor!
Andei mais devagar do que estava. Fiquei raciocinando sobre a voz. Era ele. Era Jack.
- Mia, por que está fugindo de mim? - Ele estava parado a minha frente agora - Não vai embora sem se despedir certo?
Olhei em seus olhos. Oh Céus! Aqueles olhos castanhos ao Sol eram tão lindos.
- Jack, desculpe, mas estou atrasada e.. Tenho que correr - Eu falei.
- Ei Mia, aqui nunca estamos atrasados. Aliás, você ainda tem que me ouvir.
- Jack, eu..
- Não fale agora, apenas me escute. - Ele respirou fundo - Mia, desde que você entrou aqui muita coisa mudou em mim. Descobri muitas coisas que eu nunca tinha ouvido falar: como carro, poluição e ''BackBerry''.
- Blackberry , Jack. - eu o corrigi.
- Dane-se, o importante é que eu aprendi tudo com você. E eu não quero te perder assim.
- Jack, sinto muito, mas eu já encontrei minhas soluções e está na hora de voltar e resolver meus problemas. Também não quero te perder, mas acredite, você sempre vai estar vivo na minha mente, e irá pra onde eu for, dentro do meu coração.
- Feche os olhos Mia.
Eu fechei. Senti ele me abraçar pela cintura. Ele beijou minha testa. O cheiro de grama já havia sumido e seu cheiro estava tomando conta de mim. Ele me soltou. Olhei em seus olhos e sorri. Caminhamos até a saída, parei novamente e comecei a chorar.
- Por que está chorando Mia? - Ele segurou minha mão.
- Vou sentir sua falta! - Eu o abracei.
Soltamos devagar e me vi muita próxima dele. Não consegui evitar, fiquei na ponta dos pés e o beijei. Foi como se alguma coisa me puxasse do chão e me deixasse flutuando no ar.
- É agora Jack, tenho que ir.
Soltei-o e fui em direção à saída.
- Ei, psiu!
Olhei para trás, ele me fez uma careta e um coração. Ri e me senti melhor. Olhei nos seus olhos mais uma vez.
- Eu te amo - Ele me disse.
- Eu também te amo. - Eu respondi.
Ele parou em continência. Retribui o gesto.
- Adeus Jack.
Me virei e atravessei o Portal.
...
Abri os olhos. Estava no metrô. Não havia ninguém além de mim e um rapaz sentado no banco da frente.
Sim, havia voltado para minha dimensão. Uma dimensão fria, sem paz, sem amor, sem Jack. Bom, este é o preço que se paga por sair do paraíso.
O metrô parou na estação e um grupo de pessoas entrou, um homem alto sentou ao meu lado e disse:
- Olá, Boa noite.
Levantei a cabeça do vidro e olhei para o lado, reconheci-o imediatamente, era ele:
- Ah, olá.
- Muito frio né? - Ele puxou assunto.
- Sim, mais frio do que nunca.
- Prazer, Jack - Ele estendeu a mão.
Meus olhos brilharam e eu sorri. Sentei de lado e estendi a mão.
- Prazer Miranda, mas pode me chamar de Mia.
- Ah, muito prazer Mia.
E começamos a conversar. Era destino talvez. Acaso? A vida? Não sei, de fato nem ligava. Estava ali e agora sentia que era onde eu devia estar.
Mais uma coisa eu tinha certeza: Aquele era meu momento, aquele era o começo de uma nova vida e nada nem ninguém podia me parar agora.
FIM.
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